Sábado, Outubro 31, 2009

Aqui estou eu mais um dia

Aqui estou eu mais um dia...sem olhar...so' vigia...
Depois de eras de inatividade, resurjo aqui como a Fenix das cinzas. Literalmente, alias. Sinto-me completamente alienado, jogado de si, desiludido. Como se o primeiro post nesta pagina virtual tivesse se realizado as avessas.
Compromisso, falta de desejo, pior, impossibilidade de te-lo, pensando sempre e somente em como ganhar um pouco mais de dinheiro do que eu tenho...
Talvez de pra notar pela desconexao de pensamentos expressa nestes curtos paragrafos que estou tentando acordar de um sonho que parece nunca acabar...

Terça-feira, Julho 31, 2007

Como fazer com que as criancas numa escola gostem de voce? Nao de aula, mas sim doces e balas. Converse com elas e as faca compreender as coisas (materias) de forma significativa, isto e': elas devem entender as coisas sobre as quais conversamos e nao decora'-las. Isso diz respeito nao somente `as materias escolares, mas tambem `as regras morais e de comportamento. Apenas demandar das criancas - e para isso existem inumeros metodos pedagogicos baseados em castigos - um padrao de conduta sem explicar-lhes as razoes e consequencias do ideal estabelecido nao traz frutos a longo prazo, alem de criar uma especie de dissociacao no psiquismo das criancas: elas passam, pois, a agir de forma heteronima e mesmo controlada por modelos externos, ao inves de assimilar de forma consciente, e, portanto, autonoma os valores educacionais e, numa esfera mais ampla, etico-morais.
A maior dificuldade em um trabalho como este e' conciliar um grau necessario de autoridade e a liberdade desejada. Muito facilmente se cai em um dos dois extremos da escala, isto e': ou age-se de forma intransigente e, consequentemente, autoritaria, nao permitindo as criancas se expressarem livre e criativamente, devido ao medo instaurado pelo professor, ou de forma passiva e indulgente, dando vazao nao `a criatividade e potencial das criancas, mas sim `a indisciplina e desconcentracao; no lugar do aprendizado emerge um estado de caos e dispersao, muitas vezes salpicado com pitadas de impolidez e desrespeito.

Domingo, Março 18, 2007

Perfil

E quando nao se aguenta mais ouvir? E quando tudo o que se quer e' vagear sozinho por entre seus pensamentos? E quando alguem lhe diz sempre o que e como fazer, pois pretensamente sabe mais, tem mais experiencia? E quando isto lhe irrita demais?
Nao sei, provavelmente me tornarei tambem um desses velhos razinzas, seguros da propria "sabedoria"; daqueles que acham que realmente sabem algo s'o porque leu muito. E talvez seja por isso mesmo que comecei a escrever aqui nesta manha tao cinza e ventosa. Tinha a pretensao de dizer que cansei de pensamentos emprestados, de conhecimento de segunda mao, de nao ser capaz de juntar os pedacos desta minha Ansatzmentalitaet. Do que me lembro daquele estudante que um dia fui, a parte mais nitida sao aquelas auto-inseguranca, auto-desconfianca em reproduzir aquilo do qual eu mesmo nao sabia. Faltava-me o conhecimento na carne, em mim, no mundo. Faltava-me eu mesmo.
O sumico do sol, entretanto, fez acender minha propria chama, da vida dependente, dos outros isolada. Hoje, entretanto, faltam-me os meios pra iluminar pra fora de mim.

Quarta-feira, Março 14, 2007

tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic tac tic

Nos ultimos meses tenho escutado repetida e incessantemente a mesma pergunta: e ai? o que ira' fazer? Apesar da saudade, que ja' e' uma explicacao mais do que suficiente para este indagar sem fim, se torna cada vez mais claro para mim, que a resposta a essa questao permanecera' aberta. Nao porque eu nao saiba absolutamente o que quero e o que devo fazer, mas sim pelo simples fato tocado por ela: o futuro.
Essa coisa humanizada, relogizada que se tornou o tempo no mundo nao me diz respeito, nao me sensibiliza. Que eu observe suas regras e caprichos nao significa, em absoluto, que as respeite. Prefiro um bom acordar preguicoso, repetido como que milhoes de vezes, o andar devagar, o apreciar do mundo...que vai. Simplesmente vai. Sem meta, sem origem, sem pressa...Aquela precisao milionesima e' o maior erro humano; o clicar do relogio, um desaforo `a vida.

Domingo, Fevereiro 04, 2007

Irremediavelmente eu!

Postar-se diante desta pagina em branco e' algo neurotizante. Ainda mais se isto for feito por mera espontaneidade, assim, sem mais nem menos, sem texto, sem pretexto. E' um martirio indolor, ao qual me submeto voluntariamente. Alias, uma das minhas mais marcantes caracteristicas: torturar-se!
A necessidade de por-me em situacoes insoluveis, tragicas e' a sina que carrego desde os tempos dos quais me lembro. A inadiabilidade das decisoes e a consequente inevitabilidade da decisao errada e' o meu ser no mundo. Lancar-me desafios que tenham irremediavelmente o fim torto, coxo: o meu sentido da vida!
`Aqueles que ainda o buscam, ou que se livraram desta repugnancia niilista que me assola digo apenas: nao grite aos adormecidos! seus sonhos e' tudo o que lhes restou!

Terça-feira, Janeiro 30, 2007

um retrato na parede...

Fico pensando como e' ser descomplicado; nao tomar em consideracao os sentimentos alheios, como viver so' para si mesmo e mais ninguem. Como se sente um indiferente a tudo? Digamos, um niilista?
Posso imaginar essa especie de fogo voltado somente ao interior de si mesmo. Me tornei, com o passar arrastado dos dias, bastante anestesiado, quase moribundo. Nao a este ponto, entretanto. Alguns vinculos humanos me mantem atados `a vida. Poucos, contudo. Estes vinculos sao, todavia, mais guiados pela culpa do que realmente por amor incondicional. Os ensinamentos do profeta de nazare' rasgaram fundo demais meu ser, mais do que o esperado.
Nao sofrer e nao causar sofrimento a ninguem. O maior infortunio no qual eu poderia acreditar e a que poderia aspirar. A vida, pois, - essa vida vivida, existente, desdobrada diante de mim - e' de vies. A mais pura ilusao, portanto, e' tentar supera'-la.

Domingo, Janeiro 28, 2007

Requiem para um aniversario!

Um calor distante me seduz de volta. Uma terra com palmeiras e sabias. O gelo derreteu-se. nao ha' mais esperanca possivel. A dor de um amor se construindo e em mim se contraindo. O medo humano da volta a normalidade, a ser aquilo que sempre se foi. Nao medo, pavor. De nao conseguir ser diferente, ou nao poder se-lo.
Mais um aniversario a se arrastar diante a mim. Com uma torta simples e uma paisagem cinza. Chorar e' minha sina. Sofrer, pensar. Espero que um dia isso acabe. Na verdade, requiemo meu aniversario, minha vida!